O melhor dos blog's, (para mim)se quer ver o seu texto aqui de-me o link do seu blog) Obrigado a todos pela qualidade e sentido de critica, opinião e humor dos vossos textos.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/


Esta espécie de mostruário de cortinado de rendinhas é um cardeal. É um tal Saraiva Martins. O senhor Saraiva Martins acha coisas. É um talento natural.

Visivelmente afectado, ou por algum fumo esquisito (e pelos vistos, fatal para cardeais) que paire no ar da Figueira da Foz, ou pela Fátima Campos Ferreira e as suas famosas olheiras, ou pela perigosa proximidade das bailarinas do Casino e as suas mamocas livres e saltitantes, deu-lhe para fazer confissões íntimas e desatou a falar “daqueles rapazes que não gostam de raparigas” (ou raparigas que não gostam de rapazes), os quais, quase sempre, não têm a chance de ter uma profissão em que isso esteja “justificado” e perfeitamente disfarçado, mesmo andando pela rua vestindo rendinhas como o "nosso" cardeal.

As declarações do traste, sobretudo o “ar” com que as fez,http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=388485&tema=27(ainda pensei colocar aqui o vídeo, mas um blog vomitado fica um nojo).

Segundo esta luminária, os homossexuais são “anormais", não podem educar filhos... o cardápio do costume. Depois acrescenta mais uma tantas baboseiras, que nem vale a pena repetir, algumas copiadas do cardeal de Lisboa. Quando é que a vergonha fará uma visita a esta gente?

Ainda por cima, a enorme “sorte” de alguns (infelizmente, demais!) é que muitos dos actos que praticam no recato dos seminários, colégios e sacristias, continuam a ficar cobertos por um manto de silêncio e sem sinais de terem alguma vez acontecido. Os rapazinhos, apesar das marcas que lhes ficam para toda a vida... não engravidam!

Desculpem a brutalidade. Parece que me irritei “um bocadinho”...



http://josemariamartins.blogspot.com/

Portugal - Estado de Direito Democrático Corrupto?

Caros concidadãos

O sistema político português assenta numa " canalhocracia" - já o dizia D. Pedro V,no Séc. XIX - e numa "corruptocracia", ou seja, um Estado sujeito e submetido à corrupção.
Não tenhamos a mínima dúvida, em Portugal há uma cultura da vigarice, da corrupção, do amiguismo, do compadrio.
Este estado de coisas é mil vezes mais grave que qualquer português - que não tenha conhecimento destes meandros da política, dos negócios - pode imaginar.
Qualquer pato bravo que tenha cartão partidário, pertença à maçonaria e tenha negócios com o Estado , ou dependentes do Estado, ou é corrupto - activo ou passivo - ou não consegue singrar.
Portugal é um Estado dependente em tudo do estrangeiro. Não conseguimos produzir para pagar o que importamos.
Todas as negociatas têm uma "taxa" ou seja, uma percentagem que é gerida a título de pagamento de favores.
A corrupção é endémica.
Nenhum partido está disposto a combater a corrupção de forma efectiva.
Há um sistema que aposta na corrupção, na criminalidade económica, no amiguismo.
É tempo de surgirem forças políticas novas e meter na prisão essa gente.
Cortar a direito!
Para tanto é necessário ou um Poder Judicial forte e independente - o que é díficil - ou uma revolução para alterar o sistema de valores e edificar uma sociedade nova, baseada no sistema de democracia directa ou semi-directa - como a Suiça - porque o actual sistema está podre.
Ninguém consegue fazer um negócio, desenvolver um investimento , sem pagar a "taxa".
Como os portugueses vão sabendo, cada negócio tem atrás de si um manto de corrupção, pagamento de "luvas", apoio partidário, dinheiro debaixo da mesa, negociatas mais ou menos encobertas levadas a cabo por gente que parecia insuspeita, mas que no fundo são corruptos crassos, pessoas que não olham a meios para atingir os fins.
É tempo de alterar este estado de coisas.
A revolução é um meio legítimo que os Povos têm ao seu dispor para inverter as situações que não podem ser alteradas de outra forma.
Foi assim na França de 1700, na Rússia de 1900, em Portugal de 1974, na Ucrânia, na Roménia.
O voto em nada altera o estado de coisas, putrefacto, a que chegámos.
A democracia directa, ou mesmo semi-directa é o sistema que tem de triunfar.
Porque é neste sistema que o Povo pode ser senhor do seu futuro.
O PS e o PSD - mais o CDS e o PCP - em nada querem alterar a situação a que chegámos.
São forças que vivem do sistema, para o sistema e com o sistema corrupto que nos foi impôsto.
A solução é alterar o sistema constitucional para o Presidencialismo e para a Democracia Directa, ou semi-directa como o suiço.

Para isso é necessário algo mais que falar. É necessária acção e organização.

http://josemariamartins.blogspot.com/

O PSD é uma vergonha na Oposição; O CDS é uma excrescência na Democracia

José Sócrates tem a via aberta para fazer o que quiser.
O PSD está pelas horas da amargura. Enredado no caso BPN, mais no BPP, mais na incompetência, mais na miserável incapacidade de fazer Oposição.
Na verdade, os portugueses não podem esperar nada do actual PSD.!
É duro dizê-lo , mas é verdade.
O PSD pensou que colocava Manuela Ferreira Leite como Presidente e pelo facto de ser amiga de Cavaco Silva seria a varinha mágica.
Mas Manuela Ferreira Leite estava queimada pela desastrosa política que desenvolveu no Governo de Durão Barroso.
Manuela Ferreira Leite não consegue sequer transmitir ao eleitorado confiança.
Politicamente é um zero. O Partido Socialista pode destruir MFLeite como e quando quiser.
Marcelo Rebelo de Sousa fala muito mas nunca conseguiu fazer nada a não ser contribuir para destruir o PSD , quando Durão Barroso foi para a Comissão Europeia.
Rui Rio não avança. Tudo no PSD está de rastos! Sócrates e o PS esst\ao felizes, sabem que o PSD nem pode falar...
Marcelo Rebelo de Sousa, que seria uma escolha , é, para mim , um individuo que fala, mas não convence, que fala mas nunca deu prova políticas de capacidade de combate.
Marcelo é professor, mas não em política.
O mergulho no Tejo junto ao barco Tollan é , concerteza, a única "aventura" política que protagonizou, de forma desastrosa aliás.
Os "barões" do PSD estão entalados até à medula nos esquemas de delapidalção dos fundos comunitários, nem ao menos têm coragem , ou possibilidade, de obrigar Dias Loureiro a deixar o abrigo do Conselho de Estado.
José Sócrates não tem oposição.
O PCP navega à vista. É um centro de empregos , nada mais. O PCP está morto politicamente.Não tem programa, não tem ideias, não tem estratégia.
É uma excrecência no regime constitucional português. A ditadura do proletariado que é o "leit motiv! de qualquer partido comunista, esfumou-me com o fim da União Soviética.
O PCP remeteu-se a uma posição de parasita das ideias e da vontade do Partido Socialista.
Hoje o PCP é uma anedota política, com um Jerónimo de Sousa que é trabalhador, mas não trabalha há dezenas de anos, e , que não tem cultura nem ideias suficientes para uma alteração de regime político.
Nem quer!
Vai vivendo da conversa com os desgraçados que não ganham para comer.
O PCP aburguesou-se! HOje p que lhe interessa é ter empregos ara os seus miltantes. Perdeu o norte ideológico., económico, social. Vaivivendo e dando empregos a uns tantos... , quando o que se esperava era que se dissolvesse depois do seu Oriente ter morrido.
O PCP não faz falta à Democracia. Aliás, a Democracia é algo de estranho çpara o PCP.... que queria e semçpre quis a Ditadura...!
Mais valia o PCP dissolver-se no Bloco de Esquerda ou no PS. Sózinho não tem norte, nme sul!Morreu!
Jerónimo de Sousa fala, fala, fala, mas nada mais. Aliás, o PCP anda de de gatas junto do PS!
Às sobras!
O CDS tem um l]ider que não pode representar a Direita Portuguesa.
Paulo Portas , demasiado "miúdo" para ter peso, para representar a Direita, os interesses económicos , os grandes grupos, o Povo da Direita, rica, elitista.
Paulo Portas tão depressa parece o lider do PCP, como uma pessoa perdida no deserto e que não sabe para que lado vai.
Paulo Portas é tudo menos um lider da Direita.
Anda agora a querer a prisão para todos!
Presumo que também para os seus amigos do caso Portucale!!!
Sem antes dar contas de como foram depositados cerca de um milhão de euros na conta do CDS!
Conte lá como é que o dinheito apareceu , se não foi produto da corrupção do caso Portucale!
Paulo Portas tem sido o empecilho a uma nova lei de amnistia. Faz músculo sem o ter, porque o CDS está pelas horas da amargura.
A última Lei de Amnistia não teve a extensão necessária porque Paulo Portas não quis.
Terá sido porque o PSD não amnistiou os crimes de abuso de liberdade de imprensa e Paulo Portas tem vários à espera que ele possa ser julgado?

Dito isto, é óbvio que se torna necessário uma mudança de sistema político.
É imperioso que novos partidos avancem, que imponham a Democracia Directa, ou semi-directa como a Suiça, e obriguem a responsabilização criminal dos vigaristas que tornaram Portugal na miséria que está!
O PSD e o CDS são os grandes culpados de José Sócrates reinar como quer, onde quer, aconteça o que acontecer.
Porque o CDS e o PSD estão a contas com vigarices de amigos seus. Caso BPN, Caso Casa Pia, Caso Freport. Caso Universidade Independente, caso Moderna, caso Portucale, caso Operação Furacão, caso BPP, caso BCP, entre outros.
Com esta gente não vai Portugal a lado nenhum!
O Povo Português tem de tomar os seus destinos na sua mão.
Democracia directa ou semi-directa, prisão para esses vigaristas, alteração do sistema judicial, eleições para aos juízes e procuradores.
Vamos acabar com a mama de cargos vitalícios!

sábado, 22 de dezembro de 2007

http://josemariamartins.blogspot.com/

Penso que todos sabem que nos programas de televisão a homossexualidade é enaltecida.

Até mete nojo a quantidade de programas de televisão em que aparecem uns maricas, meneando trejeitos de "mulheres" , como se fossem o supra sumo social.

E vão corrompendo a juventude!

Aliás, nunca percebi porque há tantos paneleiros nas televisões e nos órgãos de informação.

Nem me dou ao trabalho de indicar quem são. Todos sabem. Bichas , bichonas, lésbicas, e similares.

Isto é demais!

Decidi fazer o meu testamento.

E decidi que quando eu morreu quero que na minha campa seja erguida uma lapide com um hino à VAGINA.

Na Minha Campa haverá uma lápide em que a VAGINA desenhada, seja cantada, GLORIFICADA, ENALTECIDA, ADORADA.

Fiz um testamento que manda que na minha campa seja DESENHADA uma VAGINA.

UMA VAGINA de mulher preta, de mulher branca, de mulher loira, morena, ruiva, assim/assim.

Quero viver feliz, mesmo depois da morte. Com uma VAGINA desenhada na minha lápide.

ESTA É A MINHA HOMENAGEM ÀS MULHERES , esses seres fantásticos ,adoráveis, esses seres de quem eu sou escravo.

CONTRA A PANELEIRAGEM, e a depravação dos costumes, EU QUERO UMA LÁPIDE COM UMA VAGINA DESENHADA.

A VAGINA - O Meu Testamento, a Minha Felicidade




E desenhada em pedra mármore, para perdurar no tempo , como os desenhos em Karnak , no Egipto, no Templo de Apolo, em Delfos, no Fori Imperiali em Roma, como nos monumentos Maias ,no México , como no Alentejo.

Caros amigos, pensem o que quiserem de mim, chamem-me o que quiserem , mas eu quero ter uma VAGINA na minha tumba. É o meu desejo.

Será esta a minha revolta contra a PEDOFILIA, a PANELEIRAGEM, e o meu contentamento, PORQUE ACORDAREI TODOS OS DIAS A OLHAR PARA UMA VAGINA.

Porque os bons costumes devem prevalecer contra a heresia dos tempos modernos.

Por PORTUGAL!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

http://sorumbatico.blogspot.com/

A Morte do Miguel
Por C. Barroco Esperança
DIA 27 DE JUNHO o Miguel teve o seu funeral. Caíra no Sábado anterior quando saía do casebre. Quebrou o fémur e ganhou um hematoma na cabeça. Transportado ao hospital faleceu no dia seguinte.
O funeral foi na terça-feira. O Miguel teve missa, flores que os amigos lhe levaram e os responsos canónicos antes de baixar à cova. Já não o acompanharam os pais e avós, que partiram antes, mas estavam lá os amigos que com ele jogaram à bola na Praceta, quando companheiros da escola primária onde começou e terminou os estudos.
Para os que acusam os jovens de egoísmo foi tocante ver os que vieram de longe, alguns bem instalados na vida, outros à procura de uma oportunidade. E eram muitos.
O Miguel é que não teve vaga. Não conheceu o pai, falecido quando ele ainda não tinha dois anos. A mãe esqueceu-o na amnésia da droga e não o recordou quando partiu sob o efeito de uma dose reforçada.
Os avós recolheram-no. Partiu primeiro a avó e não se demorou o avô. O Miguel ficou aos baldões da sorte, ao abandono, não lhe faltando os pontapés da vida nem a companhia de outros desgraçados.
Tinha 31 anos e mantinha os olhos de criança no rosto já cansado. Passou fugazmente por várias drogas mas foi no álcool que se fixou, em doses cada vez mais vastas. Se os amigos o saudavam, sorria com gratidão. E não deixou que lhe virassem as costas, foi-se afastando entre carros que arrumava e garrafas de cerveja que consumia.
Ainda teve tempo para fazer um filho. Foi amado. A mulher quis levá-lo para o cuidar, mas não quis ser fardo. Andou por aí, sem querer ser pesado, sem se queixar, a desfazer o fígado e a vida, a acelerar para o fim, com um sorriso que guardou para os amigos.
Na morte teve a mulher que o amou, vestida de preto, e muita gente: um arrumador no intervalo da ressaca, o director de um estabelecimento do ensino superior, o dono do café, jovens que após os cursos foram pela vida mas voltaram à Praceta para dizer adeus ao Miguel e lhe levar as primeiras flores que recebeu. E todos nos sentimos tristes com vergonha de sermos felizes.
Chamava-se Luís Miguel Neves Caldeira, de seu nome. Era tudo o que tinha com a roupa que trazia e um velho rádio de que fez testamento oral. Dele só resta o rádio e o raio da nossa incapacidade para criar um mundo mais justo.
Vi o edital que anunciava a missa do 7.º dia para as 18h30m, seis dias após a morte, pois o 7.º dia é quando um padre puder. Talvez a missa fosse pela remissão dos pecados de Deus. Para que outra coisa poderia servir?
«Jornal do Fundão» de 29 de Novembro de 2007

domingo, 25 de novembro de 2007

http://combate.blogspot.com/

Para que acabem monstros como o pai da Sara

Recebi esta mensagem que urge divulgar. O vídeo que vamos visualizar foi premiado e divulgado internacionalmente. Infelizmente, não passou nas televisões portuguesas. Por que será? Antes, contudo, o poema da menina Sara:

O meu nome é "Sara"
Tenho 3 anos
Os meus olhos estão inchados,
Não consigo ver.

Eu devo ser estúpida,
Eu devo ser má,
O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?

Eu gostaria de ser melhor,
Gostaria de ser menos feia.
Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos.

Eu não posso falar,
Eu não posso fazer asneiras,
Senão fico trancada todo o dia.

Quando eu acordo estou sozinha,
A casa está escura,
Os meus pais não estão em casa.

Quando a minha mãe chega,
Eu tento ser amável,
Senão talvez leve
Uma chicotada à noite.

Não faças barulho!
Acabo de ouvir um carro,
O meu pai chega do bar do Carlos.

Ouço-o dizer palavrões.
Ele chama-me.
Eu aperto-me contra o muro.

Tento esconder-me dos seus olhos demoníacos.
Tenho tanto medo agora,
Começo a chorar.

Ele encontra-me a chorar,
e atira-me com palavras más,
e diz que é culpa minha, que ele sofra no trabalho.

Ele esbofeteia-me e bate-me,
E berra comigo ainda mais,
Eu liberto-me finalmente e corro até à porta.

Mas ele já a trancou.
Enrolo-me toda em bola,
Ele agarra em mim e lança-me contra o muro.

Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua com horríveis
palavras...

"Eu lamento muito!", grito.
Mas já é tarde de mais.
O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.

O mal e as feridas mais e mais,
"Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faça com que isto acabe, por favor!"

E finalmente ele pára, e vai para a porta.
Enquanto eu fico deitada,
Imóvel no chão.

O meu nome é Sara.
Tenho 3 anos,
Esta noite o meu pai *matou-me*.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

http://combate.blogspot.com/

SEM COMENTÁRIOS!

Segundo o Rádio Clube Português, "O ministério da Educação contratou duas vezes o mesmo advogado para fazer o mesmo trabalho.

No primeiro contrato, o advogado João Pedroso comprometia-se a fazer um levantamento das leis sobre a Educação e ainda a elaborar um manual de direito da Educação. O trabalho deveria estar concluído até Maio de 2006, mas tal não aconteceu. Apesar de não ter sido concluído nos prazos previstos, o advogado recebeu a remuneração.

Ainda assim,o ministério fez depois com João Pedroso um novo contrato com os mesmos objectivos, mas a pagar uma remuneração muito mais elevada. Em vez dos iniciais 1500 euros por mês, João Pedroso passou a receber 20 mil euros/mês.

Perante estes factos, o ministério da Educação justifica-se dizendo que os objectivos do primeiro contrato não foram cumpridos por erro de avaliação. O secretário-geral do ministério assume as responsabilidades da tutela. Ao Rádio Clube, João da Silva Baptista diz que o ministério não soube avaliar o volume de trabalho que entregou à equipa liderada por João Pedroso da primeira vez.

Por causa do erro de avaliação, o ministério da Educação acabou por ficar sem possibilidade de exigir a João Pedroso para acabar o trabalho pelo qual foi pago e decidiu por isso pagar mais e renovar o contrato.

João Pedroso, contactado pelo Rádio Clube, recusou comentar os contratos que assinou com o ministério da Educação, remetendo todos os esclarecimentos para o Governo.

Uma notícia Rádio Clube investigada pelo jornalista Nuno Guedes."

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Portugal / Venezuela - Acordem Portugueses!

Hugo Chaves visitou Portugal ontem e jantou com José Sócrates, Primeiro Ministro Português.

Concordo com Hugo Chaves: O Rei de Espanha excedeu-se. Ponto final.

Juan Carlos está a enfrentar oposição à Monarquia. Decidiu agir, e logo pela pior forma: Mandar calar ,ou sugerir que se calasse, o Presidente da Venezuela!!!

Durante mais de 30 anos Juan Carlos esteve calado. Em boa verdade nada faz de útil a Espanha.

Mas Hugo Chaves , que é "indio" , como disse, trabalha para que milhões de pessoas - incluindo cerca de 400 mil portugueses - tenham melhores condições de vida.

O bruá que se levantou, em Portugal, contra Hugo Chaves é ridículo. Ainda no dia 19 um jornal espanhol noticiava que Franco por alturas do 25 de Abril chamou cobardes aos portugueses!!!

Hugo Chaves fala com o coração. Não é muito convencional diplomaticamente Mas as pessoas entendem o que diz.

E quem entende um Rei que nada diz , que em boa verdade nada faz?

Quem mandou calar Krutchev quando ele batia com o sapato na ONU?

O servilismo de alguns portugueses perante Espanha só é comparável à ideia que os espanhóis têm de nós, portugueses: Uns cobardes!!!

A soberba espanhola pode fazer com que um grupo de portugueses, lambe botas - portugueses que nada criam, nada constroiem em prol do Estado Português - e que se arrastam aos pés dos espanhóis, começem a gritar contra Hugo Chaves, na esperança de poderem ir dois dias de férias a Torremolinos ou a Benidorme, como melhadura!!!

Contudo, os portugueses verdadeiros, aqueles que sabem de onde vem mau vento e mau casamento, serão sempre duros e desconfiados com os espanhóis e com Espanha. Porque o inimigo está lá!!!

Pouco me importa se Hugo Chaves fechou uma televisão, porque aqui em Portugal José Rodtigues dos Santos disse que os Governos controlam a RTP, porque o PS já controla a "hispanhola" TVI , e o DN, o CM, o 24 Horas.

Pouco me importa se dizem que Hugo Chaves faz censura, quando o Prof. Charrua teve um processo disciplinar, por dizer uma piada sobre José Sócrates.
E quem assistiu à chegada de Paulo Pedroso à Assembleia da República, dificilmente pensa que Portugal é do 1º Mundo!

Portanto, vou encerrar esta questão da falta de tacto político do Rei Juan Carlos dizendo que ele deve pedir desculpa a Hugo Chaves.

Juan Carlos deve pedir desculpa a Hugo Chaves!

Eu exorto os portugueses a serem mais racionais, mais nacionalistas e a estudarem história para saberem que o nosso inimigo é Espanha, sempre Espanha.

A luta e a oposição a Espanha é que nos permite ser o Povo mais orgulhoso, mais perfeito da Península Ibérica. Os outros Povos : Catalães, andaluzes, estremenhos, bascos, galegos, estão todos colonizados por Castela.

A Bem da Nação!

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Orgias na Praia. A história do Político Açoriano nu - Pedofilia ou homossexualidade?

Estive ontem na Ilha de S. Miguel , nos Açores.

Adoro as Ilhas e os Portugueses Açorianos.

Conversa puxa conversa e eis a história que me contaram:

Há cerca de 3 ou 4 anos um grupo de homens e jovens masculinos participavam numa orgia homossexual na Praia do Almoxarife, na Ilha do Faial.

Alguém viu os intervenientes entusiasmados na orgia homossexual , entre homens e jovens, e decidiu furtar-lhes a roupa.

Depois telefonou à polícia.

A Policia, penso que a PSP, foi à Praia do Almoxarife e identificou toda a gente.
Todos nús!!!

Entre eles estava um político conhecido. Uma estrelinha agora em Portugal.

A PSP identificou toda a gente!

Eu sei quem é esse político e parece que o Presidente do Governo Regional dos Açores também sabe.

O caso foi tratado com "pinças"!

Deixo aqui um repto:

Adivinhem quem é esse político , nú, homossexual pelo menos.

A quem adivinhar um prémio: Ir oferecer uma maçaroça de milho e um colchão de água ao tal político.

Vamos lá a fazer um esforço para descobrir! Puxem pelos neurónios! Vá lá!

A Bem da Nação!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

http://combate.blogspot.com/

Não me intimidam!

Não vale a pena pejarem-me a caixa de mensagens com ameaças: entrego-as todas à Polícia Judiciária. E, como diz o nosso povo, cães - quer dizer, pedófilos - que ladram, não mordem!

E já agora reafirmo: acredito em tudo quanto disseram as vítimas. TUDO!!!!

Sei do seu imenso sofrimento e não há decisão judicial que me faça alterar o que penso e sinto. Sei o nome dos bandalhos que abusaram dos meninos. Sim , dos meninos, com seis anos, por exemplo. Ou com doze. Ou com dezoito agora. Meninos a quem roubaram para sempre a infância, quer dizer, a vida. Tanta dor e sem ninguém que os ampare. Tanta raiva por verem que a justiça tarda. Virá?

Perante isto, meus bandalhos, as vossas ameaças só me provocam náuseas: Cambada de porcos. Cobardes e invertebrados. A coca e a heroína, os contratos de aquisição de serviços, a menina com doze anos que estupraram na casa dos Erres, as violações reiteradas na casa de Cascais; as monstruosidades que prescreveram porque os meninos e as meninas não têm quem as defenda; de tudo sei. As pensões do cais-do-sodré e as madames coniventes...

Reitero que é importante encontrar com urgência, por exemplo, o violador Carlos Mota. Recordam-se? Era motorista do Cruz e abusou de duas meninas no Alentejo. Onde pára esse bandalho?

As fotos dos desfiles de moda identificam-vos , canalhas. E os meus colegas, os meus irmãos que nela constam, mesmo mortos, denunciam-vos as práticas aberrantes. Bandidos. Se dependesse de mim, dar-vos-ia todas as garantias de defesa. Mas depois defenderia as crianças deste País da vossa presença ignóbil.

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Domingo, Novembro 18, 2007

Dias Negros - Napoleão Bonaparte invade Portugal - 1807

Faz hoje precisamente 200 anos que as tropas francesas de Napoleão Bonaparte iniciaram a Primeira Invasão de Portugal, em 1807, sob o comando do General Junot.

O jornal "Público" recordou , na edição de hoje, a data com um trabalho muito cuidado e pleno de mérito.

As invasões francesas foram a causa directa da Monarquia Constitucional, da Independência do Brasil , do fim do Antigo Regime.

E de muitas atrocidades cometidas pelos franceses: Da morte de milhares de portugueses; o furto e roubo de bens particulares e de arte sacra, de pilhagens , incêndios, violências de toda a ordem.

De 1807 a 1810 os militares franceses mataram, pilharam, violaram, queimaram pessoas e bens portugueses.

Uns bárbaros tremendos. Uns cobardes sanguinários. Massacraram mulheres e crianças, velhos.

Como se sabe ,Junot foi derrotado depois com a ajuda dos ingleses. Segui-se a 2ª Invasão ,em 1809, sob o comando do general Soult . Foi derrotado.

Por fim em 1810 foi a vez do general Massena comandar a 3ª ,e última ,invasão francesa. Foi derrotado pelo Povo , pelos militares portugueses e pelos militares ingleses que nos ajudaram.

Napoleão era o senhor do Continente Europeu. Dominava a ferro e fogo a Europa, o Egipto.

Em Espanha pôs mesmo no trono o seu irmão.

Portugal era um grande País com um pequeno Povo e com políticos iguais aos de hoje: fracos, incultos.

O Rei Português fugiu para o Brasil.

Mas o Povo Português lutou contra os franceses como lhe foi possível, mas sempre com muita raça e coragem. O Povo Português lutou pela sua terra, pelos seus lugares, pelos seus bens.Lutou sempre.

Foi muito difícil e seria impossível sem o apoio dos ingleses. Mas o Povo Português não se vegou. Vingou a morte de milhares de portugueses, de armas na mão.

Mas os bisnetos ,ou trinetos dos militares franceses - que sobreviveram às guerras em Portugal - bateram palmas aos soldados alemães que invadiram a França! Cobardemente. Vergaram-se aos alemães.

A imagem dos soldados alemães a passar sob o arco do Triunfo e a percorrer os Campos Elisios - sem qualquer oposição - e Hitler a olhar a Torre Eifel, contrasta com a valentia dos portugueses a defender Portugal e com a "cobardia" dos bisavós ou trisavós dos franceses que pilharam, mataram, incendiaram, violaram portuguesas e terra portuguesa.

Os cobardes mordem e ladram quandos os deixam!

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a tentação totalitária de Correia de Campos

Correia de Campos quer forçar a Ordem dos Médicos a alterar o Código deontológico para não dificultar a política de saúde (?) abortiva do Governo.

O Código Deontológico da Ordem dos Médicos, de acordo com o Juramento de Hipócrates, proíbe o aborto não terapêutico.

A Ordem dos Médicos faz bem em resistir. Também o Nazismo fez tábua rasa da deontologia médica e do Juramento de Hipócrates ao proceder a experiências em cobaias humanas nos campos de concentração. Durante alguns anos conseguiu o que queria, mas acabou por ser vencido.

A imposição pelo Governo do conteúdo do Código Deontológico da Ordem dos Médicos é uma prática totalitária e perigosa.

É totalitária porque assume o Governo como titular exclusivo de toda a ética e quer impô-la pela força.
É perigosa porque abre a porta a tudo o que qualquer governante se lembre de querer fazer.

Contra a iniciativa de Coreia de Campos é lícito o direito de resistência, consagrado no artigo 21º da Constituição, porque ofende os direitos da Ordem dos Médicos e dos próprios Médicos à liberdade de consciência e o direito à objecção de consciência, previstos no artigo 41º da Constituição.

No caso, não é possível recorrer à autoridade pública, por que é ela, a autoridade pública, a autora da agressão.

Aos médicos que continuem a reclamar-se da ética hipocrática - e esses são os verdadeiros médicos - resta resistir, fazer objecção de consciência, recusar, fazer resistência passiva.

A loucura totalitária de Correia de Campos, como todas as loucuras totalitárias, há-de ter um fim.

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Casa Pia 1

Com este post começa uma campanha. Sim, uma campanha, que vai ser sistemática e permanente, duradoura e incómoda, de ou vai ou racha, para não deixar que o caso Casa Pia fique em águas de bacalhau.

Nesta campanha, vou apelar, ao Presidente da República, esmolar, exigir, chatear, solicitar, requerer, implorar. Vou também respondabilizar o Presidente da República por que se faça justiça no caso Casa Pia.

Porquê ao Presidente?

Porque se está a caminho de o abafar o caso Casa Pia

Porque já não há imprensa livre nem oposição que não o deixem adormecer

Porque é o mais hediondo crime cometido em Portugal durante a minha vida

E também - last but not least - porque o mais culpado dos réus no caso Casa Pia é a República Portuguesa.

Foi a República Portuguesa que tirou crianças de casa, supostamente porque tinham situações familiares más, para as meter naquele inferno.

Foi a República Portuguesa que permitiu que se montasse na Casa Pia aquele inferno

Foi a República Portuguesa que permitiu que nela se mantivesse aquele inferno

Foi a República Portuguesa, através daquele Ministro e daquele Secretário de Estado que geriu a Casa Pia e permitiu que se instalasse nela uma aberrante e hedionda máquina de pedofilia e de tráfego sexual de crianças.

Foi a República Portuguesa, através do seu Parlamento que acabou de legislar alterações aos Códigos que dificultam que se faça justiça no caso Casa Pia e foi o mesmo Parlamento que recebeu em triunfo o inacreditável Pedroso.

É a República Portuguesa, com o seu Tribunal e a sua Juíza tíbia que se prepara para branquear os crimes e os criminosos do caso Casa Pia.

O Presidente da República é o presidente da ré.

Não pode deixar de fazer tudo o que estiver ao seu alcance - e é muito o que está ao seu alcance - para não permitir que se consuma o branqueamento do caso Casa Pia.

domingo, 18 de novembro de 2007

http://jumento.blogspot.com/

E AOS COSTUMES DIZEM NADA

«Há uma circunvalação em Viseu, com vários quilómetros de comprimento, separador central e duas a três faixas de circulação em cada sentido, onde absurdamente o limite de velocidade está fixado em 50 km/hora. Como tal limite é quase impossível de cumprir, a polícia gosta de montar ali os seus radares e operações «stop», com profícua caçada às multas garantida. Na madrugada do último sábado, lá montaram uma operação, com direito a assistência do sr. governador civil do distrito. Mas, para azar de todos, o primeiro condutor parado por excesso de velocidade (89 km/hora) foi nada mais nada menos do que o presidente da Câmara e da Associação de Municípios Portugueses, Fernando Ruas. Depois de uma breve conversa entre este e o governador civil, o infractor seguiu livremente o seu caminho, sem ter sido identificado nem multado pela polícia. “Uma descoordenação”, justificou esta quando interpelada por um jornalista.

Dias depois, Fernando Ruas voltou a recusar um pedido já diversas vezes encaminhado para a Câmara de subir o limite de velocidade naquela estrada para os 80 km/ hora, declarando que ninguém se podia aproveitar do seu caso para reclamar tal alteração. Aliás, o autarca estranhou tanto interesse no seu caso e concluiu que se procura “arranjar argumentos para abater este cidadão”. Eis a sua moral: Façam como eu mando, não como eu desobedeço, porque nem todos são iguais perante a lei. Realmente, não se percebe tanto interesse no assunto.»

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Semanada

Coitados dos boys da diplomacia

A vida de boy desempregado não é fácil, é o que devem estar a pensar os mais de trinta que já estavam a comprar fatos novos a pena num lugar de vice-cônsul num dos consulados que Amado pretendia encerrar mas decidiu que ficariam abertos com a colocação de amigos e familiares que não pertencem à carreira familiar.

Azar, bastaram algumas vozes para Amado perceber que teria de encontrar emprego para estes boys noutras paragens pois recuou nas alterações que pretendia introduzir na reforma do corpo diplomático.

A promessa de Sócrates

Toda a gente sabia que Sócrates prometeu criar 150.000 empregos sem se dar ao trabalho de pensar se isso era realizável, da mesma forma que se sabia que Sócrates iria considerar que cumpria essa promessa nem que para isso contabilizasse o emprego de muitos portugueses que emigraram.

Na mesma semana em que se soube que o Estado admitiu mais 46.000 funcionários José Sócrates anunciava com pompa e circunstância que criara 106.000 empregos. É evidente que Sócrates sabe tanto de economia como de inglês técnico, só isso lhe permite considerar que a criação de emprego é medida pelos empregos criados e não pelo saldo entre os novos empregos e os empregos perdidos.

A CIP lançou uma Opa sobre o novo aeroporto

Bastou à CIP encomendar uns estudos para que o seu presidente considere que lhe cabe a escolha da localização do novo aeroporto é da sua competência. Os patrões aderiram à democracia representativa, escolheram os técnicos que se opõem à OTA, fizeram um estudo à medida dos seus interesses e van Zeller já ala como se fosse o patrão do novo aeroporto.

Menezes inventou a pactologia

A pactologia tornou-se numa arte da política, Menezes recorre aos pactos pra aparecer todos os dias nas televisões, num dia propõe um pacto no outro ameaça denunciar outro pacto e mais à tarde volta atrás e garante que defende o mesmo pacto. Este Menezes é um grande pacto.

Amerindo Marques sai da RTP

A RTP foi notícia porque Almerindo Marques quer despedir Rodrigues dos Santos, mas como lhe ficaria mal justificar esse ódio pelas declarações do jornalista recorreu ao truque dos horários de trabalho. Ainda antes e se saber se Almerindo consegue sanear o jornalista o presidente da RTP já está de saída para as Estradas de Portugal.

sábado, 17 de novembro de 2007

http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/

escrever para quê...

Um político, ex líder partidário, ex governante, e agora de novo líder partidário (e a saca rolhas, Ribeiro e Castro que o diga) é apanhado numa escuta a dizer com as letras todas que só não abandona(va) o Parlamento por causa da... imunidade parlamentar. O país político não se indigna, nem sequer estranha. Entranha simplesmente. Portugal também é assim.

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Os bailarinos da Rosa
Sexta-feira, Novembro 16, 2007

Quando foi questionado pelo advogado de Carlos Cruz, Sá Fernandes, Pedroso recordou a primeira vez que se falou da sua ligação ao processo. Foi dois meses antes de ser detido (final de Maio), após a mulher de Ferro Rodrigues ter ouvido um colega de trabalho, no Ministério da Economia, dizer que queriam «tramá-los». Na altura, não ligou e até se riu, contou em tribunal.

Depois é o seu colega de partido, Simões de Almeida, que o avisa dos comentários feitos por um magistrado, Trigo Mesquita, sobre o processo: «O Pedroso não escapa e o Ferrinho também não», recorda. Só então achou que podia ser sério e enviou uma carta pedindo acesso aos autos na tentativa de «saber o que se estava a passar».

O ex-deputado socialista confirmou ainda a existência de uma reunião entre Ferro Rodrigues e Saldanha Sanches, no Largo do Rato, a pedido deste último. Aí, o então secretário-geral do PS foi informado de que o seu nome constava no processo, tal como o nome de outros socialistas.

No entanto, Pedroso garantiu desconhecer como as referidas pessoas tiveram acesso a dados da investigação quando esta ainda estava em segredo de justiça.

O advogado das vítimas, Miguel Matias, fez questão de referir que os processos levantados pelo ex-deputado aos jovens que referiram o seu nome não levaram, até ao momento, «a nenhuma acusação» e em todos a decisão foi de «não pronúncia».

Esta notícia do Portugal Diário, confirma e retoma velhas notícias sobre o que se passou no PS, partido então de oposição, quando algumas figuras do partido, mormente o Secretário- Geral Ferro Rodrigues e um deputado notável, Paulo Pedroso, foram indicados como suspeitos no processo em causa ou de alguma forma com ele relacionados.

Atenta a natureza dos factos em questão- abuso sexual de crianças da Casa Pia, numa época em que tal passava sem alarido de maior e com uma moldura penal ridícula, fruto do entendimento do tempo- e tendo em conta a especial delicadeza do assunto, que envolvia figuras públicas bem conhecidas e até estimadas, tudo aconselharia a uma prudência de actuação, principalmente por um motivo bem prosaico: nestas matérias da intimidade sexual, ninguém pode pôr as mãos no fogo por ninguém. Também precisamente por causa disso, o esforço para se entender a presunção de inocência, é um dever acrescido. Mas…atenção! Quando se sabe que foram várias crianças a depor, havendo indícios de que pode haver fogo com o pouco fumo à vista, manda também a prudência que não se transforme a presunção de inocência em atestado de inocência absoluta, só porque os envolvidos são nossos correligionários, amigos ou conhecidos. Quando tal acontece, o princípio da presunção de inocência, não só com incidência processual penal, mas principalmente o que resulta do real benefício da dúvida a conceder a pessoas que não conhecemos, não sabemos os hábitos e nem sabemos sequer as reais tendências sexuais, sai completamente arrasado em favor da presunção de existência de uma cabala contra a inocência presumida de modo absoluto.

É por isso extraordinário que Saldanha Sanches, jurista, professor, pessoa séria e competente, casado com uma magistrada de alto coturno em matéria penal e experiente nessa área, tenha feito a figura que fez e agora volta a ser notícia.

Pode perguntar-se legitimamente se a fez por ser amigo de quem era- e compreende-se que tenha dado a solidariedade e até a indignação derivada da presunção de inocência absoluta daí derivada. Pode ainda perguntar-se por que razão tomou a iniciativa de ir pessoalmente à sede do PS e aí falar do assunto com o visado, presumivelmente ainda não sabedor de coisa alguma. Aí, já se pode também perguntar se a razão para tal foi estritamente pessoal ou também política. Sim, política.

Ferro Rodrigues, era então Secretário-Geral do partido da oposição, potencial candidato a primeiro ministro e estaria agora no lugar de Sócrates. O escândalo surgido, cortou-lhe as veleidades para tal e nem sou original a escrevê-lo porque José Miguel Júdice ( outro que se viu envolvido na troca de informações confidenciais) já o fez. E muitas pessoas, suspeitando-se que até um inteiro partido – o BE- nunca perdoaram a quem investigou os factos, a consequência desastrosa para um futuro mais radioso num futuro governo à esquerda, já anunciado e esperado com a ânsia de quem nunca lá esteve.

Se concluirmos que a razão para essa audiência privada de Saldanha Sanches com Ferro Rodrigues, a pedido daquele, na sede do PS, para falarem de assuntos relacionados com o processo Casa Pia e para que aquele comunicasse a este, factos em estrito segredo de justiça, então o caso muda de figura, completamente.

Muda, porque foi exactamente nesse campo político ( para além do penal) que o caldo se entornou. Há registos áudio e até vídeo que demonstram que altas personalidades do PS e de outras áreas políticas e não só, procuraram minorar os estragos, com contactos directos com a as mais altas instâncias do poder do Ministério Público, a fim de parar os procedimentos e de algum modo, condicionar a investigação. Chama-se a isso, em linguagem jurídica e até corrente, perturbar a investigação criminal, de forma grave, provavelmente a mais grave que pode haver: pressionar a entidade investigadora, para abandonar a investigação. A prática, além de celerada e tipicamente mafiosa, é condenável pelo direito português. O PS nunca perdoou a Souto Moura por causa disto, e é bom que se diga e se rediga, em abono da verdade que nunca será reconhecida, mas não o deixa de ser por isso mesmo.

Quem vê actualmente os mentores dessas manobras, publicamente conhecidas e repara nos lugares que ocupam e onde estão, só pode ter um reflexo de vergonha e uma náusea pela falta dela.

Para além disso, os aspectos criminais do caso, envolvendo os referidos indivíduos, foram resolvidos a contento do princípio da presunção de inocência. Processualmente, cumpriu-se a lei que permite agora que os mesmos, se comportem como pessoas livres de um processo que ainda não acabou.

Mas ainda para além disso, subsiste outro facto importante, relevante e incontornável: a ausência de prova indiciária não equivale a um atestado de inocência plena. O não julgamento dos factos indiciados, não permitiu a prova da inocência, mas também não indicia culpabilidade. Os suspeitos, nestes casos, caem num limbo que é fatal se estiverem mesmo inocentes.

Infelizmente, para os visados, nunca poderão afastar as dúvidas que se levantaram, levantam e continuarão a levantar. Catalina Pestana, numa entrevista recente, disse a propósito de um deles, precisamente o deputado Paulo Pedroso que no início acreditava na sua inocência, mas depois deixou de acreditar. Catalina Pestana, tem a vantagem, sobre os demais que atestam inocências e também culpabilidades, cabalas e outras coisas mais, o facto de ter falado com as vítimas dos crimes. Vítimas, sim, porque é esse o estatuto processual dos ofendidos. Falou, ouviu, acreditou e julgou na sua consciência. E falou. E o que disse, pode não ser a verdade absoluta, mas é certamente a sua verdade. Ninguém é obrigado a acreditar nela, mas deve também ponderar a sua plausibilidade e coerência.

Sendo assim, as dúvidas acerca da inocência dos suspeitos, não irão acabar, mesmo com toda a boa vontade acerca da presunção de inocência que actualmente já nem sequer é processual, mas apenas de boa intenção a benefício dessa dúvida.

Pode argumentar-se que no caso de inocentes, estes suspeitos viram a sua vida estragada, os seus projectos falhados e o seu futuro comprometido. Pode, pois pode.

Mas há coisas que são como são e nada mais há a fazer. A teoria da cabala, sustentada por luminárias do PS como a lírica Ana Gomes, já foi desmentida por Rui Pereira, actual ministro do governo e que ajudou a refazer as leis penais, à medida das exigências derivadas dos acontecimentos no processo que envolveu camaradas seus.

Assim, resta a real politik de se entender as coisas como elas devem ser entendidas, sem moralismos ou revanchismos. Isso no campo político e da política.

A questão política suscitada com estas suspeitas graves que incidiram sobre responsáveis do PS, só pode ser resolvida de uma maneira: o afastamento de cargos públicos, dos envolvidos. Definitivamente. Mesmo inocentes, a responsabilidade política de um partido, não pode ficar manchada com a suspeita que se instalou no sentido de proteger suspeitos de crimes socialmente entendidos como graves, mesmo se estes estiverem realmente inocentes- o que, aliás, só eles mesmos o sabem.

Na política, está quem quer e os lugares são de eleição e escolha também. A política é uma actividade rotativa e de alternância, em democracia. Insistir nesses nomes, para sustentar a visibilidade de uma putativa inocência, é um erro político que se continuará a pagar , em termos de credibilidade, à medida que o tempo avança e os factos vão surgindo, em retomas sucessivas de interesse.
Amanhã, o semanário SOL, traz mais achas para esta fogueira. Que parece de vaidades, mas em certos casos, ainda é mais complexo. O caso Casa Pia está para durar, porque não se expôs ainda o que resta expôr.

O caso Casa Pia, parece ser um caso mais importante, mais grave e mais profundo do que o caso dos ballets Rose que assolou o regime de Salazar e que estou foi capaz de controlar, afastando os envolvidos das áreas do poder, mesmo sem alarido público. A moralidade, porém, já não é bem o que era, o que não deixa de ser de uma ironia espantosa. Espantosa, mesmo.

http://doportugalprofundo.blogspot.com/

Sobre a necessidade de demissão de Joaquina Madeira, Vieira da Silva e Pinto Monteiro
(em actualização)

A entrevista da actual provedora da Casa Pia à RTP-1, Dra. Maria Joaquina Madeira, no programa "Grande Entrevista" de 15-11-2007 (link via JPG) à destemida dra. Judite de Sousa, inserida numa campanha de negação e desvalorização da continuação dos abusos pedófilos da Casa Pia - detalhada na reportagem da corajosa Felícia Cabrita de hoje, 17-11-2007, no semanário Sol (link ainda não disponível) e o sintomático controle de danos, no mesmo dia, no DN, baseado na filantropia das circunstâncias - justifica o desenvolvimento do meu post imediatamente anterior, "Pedofilia na Casa Pia - Parte II". Já não bastava a vergonha horrível do processo da Casa Pia, continua imparável o escândalo de pedofilia no Estado!...

Sobre a dra. Joaquina Madeira - via o comentador DPP (Do Portugal Profundo) João Santos que nos avisou do post no Random Blog 02 do Tiago Mota Saraiva, a quem devemos agradecer o notável serviço público que fez - nomeada provedora da Casa Pia de Lisboa pelo ministro José António Fonseca Vieira da Silva, e que foi membro, nomeada pela tutela, do Conselho Fiscal da Fundação D. Pedro IV de 1992 a "pelo menos, até 2001", leia-se também o Relatório de Averiguações à Fundação D. Pedro IV (Proc. 75/96) de 21-6-2000, da Inspecção-Geral do Ministério da Segurança Social e do Trabalho (a designação do ministério varia de governo para governo), apresentado "à consideração superior" pela inspectora dra. Eugénia Freire em 21-6-2000 (com análise e conclusões tão graves que desencadearam, mais tarde, um processo judicial), era ministro da tutela o dr. Eduardo Ferro Rodrigues - o dr. Paulo José Fernandes Pedroso só passou de secretário de Estado desse ministério, que era desde 27-11-1997 (primeiro como secretário de Estado do Emprego e Formação e, no segundo governo Guterres, secretário de Estado do Trabalho e Solidariedade), a ministro do Trabalho e da Solidariedade em 10-3-2001. Na informação de 29-10-2003 do Inspector-Geral Mário Fernando Gonçalves Lisboa ao tribunal sobre este processo, folha de rosto do documento acima lincado, o Inspector-Geral declara o seguinte: "Do referido processo não consta que o mesmo tenha sido submtido à apreciação ministerial, encontrando-se o mesmo no arquivo, mas, desconhecendo-se as circunstâncias em que o mesmo lá foi colocado." (sic). Por informação do comentador DPP João Santos, ficámos a saber que o inspector-geral do ministério da tutela era o conhecido dr. José Manuel Simões de Almeida, ex-juiz desembargador, que passou a secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social em 10-3-2001, no ministério do dr. Paulo Pedroso, e depois se tornou advogado da sociedade do dr. João Pedroso, irmão do dr. Paulo Pedroso. Outro relatório, de 1999, esse respeitante à Casa Pia de Lisboa, alegadamente também não chegou ao ministro dr. Ferro Rodrigues no tempo em que o inspector-geral do Ministério era o dr. Simões de Almeida.

A política da denúncia nos locais próprios provoca tragédias quando não se tem a certeza de que as instituições funcionem ou quando não funcionam mesmo. Na pedofilia na Casa Pia, Parte I, houve denúncias formais durantes anos às entidades oficiais, sem que fossem parados ou punidos os abusos. A política do segredo originou resultados dramáticos durante décadas para as crianças da Casa Pia, instituição do Estado erguida para a sua protecção. É uma política criminosa em si mesma, pois não é inocente na medida em que cúmplice do Horror , na protecção dos abusadores e negligência dos abusos. Não há crime mais repugnante para a sociedade humana do que o abuso sexual de crianças, o qual justifica a condenação divina mais severo (Mateus, 18:6).

O conselho que tem de ser dado às crianças e a qualquer pessoa que saiba de abusos sexuais de crianças e adolescentes em Portugal é precisamente o oposto: falem! O grito falem tem de ecoar pela sociedade fora e especialmente nas instituições onde foram cometidos abusos!

Não precisamos de silêncio, mas de mais "ruído" - para utilizar uma infeliz expressão-do-tipo-combinada-com-o-assessor-destacado da dra. Maria Joaquina Madeira na entrevista à RTP de ataque à dra. Catalina Pestana. Porque a pedofilia de Estado é a maior vergonha do nosso País e tem de terminar! A dra. Maria Joaquina Madeira deveria louvar o heroísmo do dr. Pedro Namora e dra. Catalina Pestana na denúncia dos abusos e na protecção das crianças em vez de os acusar de má-fé. Então, primeiro desmente a dra. Catalina sobre os abusos; agora, desmente-se a si própria, dizendo que, afinal, esta lhe teria comunicado as suspeitas com antecedência; mas, logo de seguida, acusa a dra. Catalina e o dr. Namora de má-fé?!...

Perguntou a dra. Maria Joaquina Madeira na entrevista se não se confiava nas instituições para que não lhe fossem feitas a elas as denúncias em vez de serem feitas publicamente através dos meios de comunicação social - e presume-se guardar segredo das mesmas (lá vem o sacro-sistémico segredo de justiça...). A resposta é evidente e pode ser colhida em qualquer sítio do País: não! Neste caso da pedofilia, o povo não confia na direcção da Casa Pia, no Governo e na Procuradoria-Geral da República.

O povo não pode confiar na dra. Maria Joaquina Madeira: nem como provedora da Casa Pia, nem em qualquer cargo de responsabilidade de gestão pública - tendo em conta o que, apesar da preocupação que manifestou, se pode ler do referido Relatório (pp. 02401, 02402, 02414, 02420). Em vez de invectivar os portugueses a darem menos importância à continuação dos abusos de pedofilia na Casa Pia, deveria pedir publicamente desculpa por, como presidente do Conselho Directivo e provedora, não ter conseguido erradicar os abusos. E em seguida, comunicar a decisão de se demitir para dar lugar a quem seja eficaz.

O povo não pode confiar no ministro do Trabalho e da Solidariedade Social dr. José António Fonseca Vieira da Silva, pelo seu percurso, pela falta de reconversão da Casa Pia de Lisboa e má gestão do escândalo de pedofilia na Casa Pia - Parte II.

O povo não pode confiar no dr. Fernando Pinto Monteiro, procurador-geral da República, por causa da desvalorização pública das notícias de continuação dos abusos pedófilos na Casa Pia de Lisboa, mesmo se agora procura inverter a imagem com a nomeação de uma equipa especial, demonstração de prioridade que antes recusava. A pedofilia na Casa Pia não pode ter uma prioridade inferior, digamos, à da... viciação da verdade desportiva do futebol, investigada com meios superlativos e denodo pela Dra. Maria José Morgado, esposa do dr. Saldanha Sanches!...

Falham ao povo as instituições que tinham a obrigação estrita de combater com prioridade e eficácia o horror da pedofilia de Estado e o cancro anti-democrático da corrupção de Estado que corrói o desnvolvimento de Portugal. Portanto, resta-nos a denúncia pública e a indignação popular. Não temos outro caminho senão esse, por maiores que já tenham sido e venham a ser as perseguições e represálias.


Pós-Texto 1 (13:59 de 17-11-2007): Sobre a entrevista da dra. Maria Joaquina Madeira à RTP-1 de 15-11-2007 leia-se também o excelente post "Por que não te calas?!" de Filipe Anacoreta no Cachimbo de Magritte, de que me chamou atenção, há pouco, o comentador ExpressMail. Porém, o problema não se resolve se a dra. Maria Joaquina Madeira se calar: deve demitir-se. É isso que lhe exige o País. Se ela não tiver essa responsabilidade, cabe ao Presidente da República pronunciar-se sobre o assunto.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

http://josemariamartins.blogspot.com/

Casa Pia - uma Questão de Dignidade do Estado Português

Tenho grande consideração pela Drª Catalina Pestana, pelo trabalho que desenvolveu enquanto Directora da Casa Pia de Lisboa.

A Drª Catalina Pestana assumiu uma postura digna. E teve a coragem de desenvolver as suas funções de forma independente. A Drª Catalina Pestana não cedeu perante as amizades com pessoas de vários quadrantes políticos e que ,de uma forma ou outra, saíram prejudicados no Processo Casa Pia.

A ruptura ética que foi capaz de fazer honrou-a e é um exemplo a seguir.

Portugal necessita de rupturas. Portugal tem de ser capaz de assumir novos paradigmas.

O Processo Casa Pia tornou-se numa questão central da Dignidade do Estado Português, internamente e perante a comunidade internacional.

Percorrendo a blogosfera fui encontrar um texto notável, um texto de uma grandeza ética enorme no blog do Prof. Dr. Pedro Pais de Vasconcelos, excelente Professor Universitário , da Faculdade de Direito de Lisboa, Universidade Clássica .

Recomendo a leitura do texto sobre a Casa Pia , a Dignidade do Estado e os deveres do Presidente da República no blogue

http://commonsense.blogs.sapo.pt.

O texto do Prof. Pedro Pais de Vanconcelos reflecte a opinião da esmagadora maioria do Povo Português.

E dá-nos ânimo para continuar a lutar pela verdade, pela democracia, pela cidadania, quando tantos obstáculos vão surgindo.

Os portugueses têm de reflectir sobre a nossa posição no Mundo, a dignidade dos Portugueses e de Portugal e exigirem a mudança, a ruptura com as práticas do passado , que são determinantes para a nossa decadência como Povo e como Estado.

http://combate.blogspot.com/

Obrigado, Felícia!

Felícia Cabrita acaba de denunciar no SOL a existência de um novo caso de abusos sexuais na Casa Pia de Lisboa.Segundo informa a corajosa, séria e firme defensora das crianças, um educador do lar Cruz Filipe, da Casa Pia, foi suspenso na segunda-feira por fortes indícios de envolvimento em abusos sexuais de alunos da instituição, menores de idade.

Evidentemente, isto é apenas parte do muito que se sabe e convém referir que a jornalista tem vindo a investigar desde Julho. Quando recentemente denunciei esta e outras situações, fui insultado publicamente, a exemplo do que sucedeu com Catalina Pestana, por um funcionário - espécie de detergente dos que maltratam crianças - que há mais de 30 anos está na Casa Pia de Lisboa. O senhor chama-se Marcelino Marques e pela conduta que tem assumido constitui um óbice à descoberta da verdade. No entanto continua em funções na Provedoria da Casa PIa de Lisboa.

Peço-vos solidariedade para as vítimas. E porque uma e outra coisa andam ligadas, que não confundam a Casa Pia com a barbárie. As crianças pobres de Portugal precisam da instituição. Renovada, com pessoas que amem as crianças, direcccionada para os que não possuem nada nem ninguém, inspeccionada regularmente, mas aberta e a funcionar.