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domingo, 28 de outubro de 2007

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A solução para fazer da Cimeira União Europeia-África um sucesso

Um dos maiores desafios com que a Presidência portuguesa da União Europeia se tem vindo a debater nestes meses é a realização da Cimeira UE-África em Dezembro. Apesar das palavras tranquilizadoras que têm sido veiculadas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, de que se está a trabalhar numa solução para resolver o imbróglio político-diplomático que esta cimeira acarreta, parece ser claro que as Necessidades pouco ou nada têm de concreto para desbloquear o impasse criado.

Aliás, nesta questão, tanto Amado como os secretários de Estado dos Assuntos Europeus, Manuel Lobo Antunes, e dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, têm tido um discurso coerente e prudente, mas ao mesmo tempo revelador da inexistência de qualquer estratégia para sentar à mesma mesa o Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, e o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

Nesta altura, o Governo português terá de escolher qual dos dois vai convidar para a "festa". A questão é saber qual. É um papel ingrato para a diplomacia portuguesa, mas vai ter que o desempenhar de forma hábil, estando consciente de que neste tabuleiro as coisas poderão não correr tão bem como têm corrido até aqui.

Em declarações ao Jornal de Angola, citado pela Lusa, Robert Mugabe disse que ainda não lhe tinha sido endereçado qualque convite para a cimeira de Dezembro. Perante isto, pode concluir-se duas coisas óbvias: ou o Governo português ainda não decidiu ou então optou pela presença de Brown em Lisboa.

Seja qual for a decisão de Portugal, a fotografia de família da Cimeira UE-África ficará incompleta e não se vislumbra forma de atenuar esse problema. E, no pior dos cenários, o primeiro-ministro português, José Sócrates, arrisca-se a ter vários lugares vazios à volta da mesa das negociações, porque seja qual for "o convidado que ficar à porta" é provável que, por solidariedade ou conivência de posições, arraste outros países europeus ou africanos no seu protesto.

Perante tudo isto, haverá mais alguma opção que possa gerar um ambiente de concórdia na Cimeira UE-África e atribuir-lhe relevância histórica mesmo perante as contrariedades evidentes? A resposta, por incrível que parece, é positiva: Nelson Mandela.

Segundo constou ao Diplomata, trazer o líder histórico africano a Lisboa é uma das possibilidades que está em cima da mesa. Mandela é hoje a mais respeitada e admirada personalidade mundial. A sua presença em qualquer sítio é, por si só, motivo de celebração. Mandela irradia um carisma incomparável e a sua autoridade moral e política é incontestável.

Agora, imagine-se Nelson Mandela rodeado de inúmeros líderes europeus e africanos, "rendidos" à sua figura... Mesmo que pelo meio faltassem alguns, quem iria dar pela ausência deles?

Porém, a vinda do Nobel da Paz a Lisboa não será uma tarefa fácil, porque os seus 90 anos já não lhe permitem ter uma agenda muito intensa nem muito exigente. Alexandre Guerra

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